quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Raiva é uma Energia

 

Eu poderia estar errado, eu poderia estar certo

Eu poderia estar errado,

Eu poderia estar errado ,Eu poderia estar certo
Eu poderia ser negro, eu poderia ser branco
Eu poderia estar certo, eu poderia estar errado
Eu poderia ser branco, eu poderia ser negro
Seu tempo está chegando, sua segunda pele
O custo tão alto e o lucro tão baixo
ande por entre o vale
O que o trabalho escrito é uma mentira

Talvez a estrada nasça com você
Talvez a estrada nasça com você
Talvez a estrada nasça com você
Talvez a estrada nasça com você

Eu poderia estar errado,eu poderia estar certo
Eu poderia estar errado,eu poderia estar certo

Eu poderia estar errado,eu poderia estar certo
Eu poderia ser negro,eu poderia ser branco
eu poderia estar errado,eu poderia estar certo
Eu poderia ser negro,eu poderia ser branco
eles colocaram um arame quente em minha cabeça
por causa das coisas que fiz e disse
Eles fizeram esses sentimentos irem embora
Cidadão modelo de qualquer forma

Talvez a estrada nasça com você
Talvez a estrada nasça com você
Talvez a estrada nasça com você
Talvez a estrada nasça com você

Raiva é uma energia
Raiva é uma energia
Raiva é uma energia
Raiva é uma energia

Music video by Public Image Limited performing Rise.
(C) 2013 Virgin Records Ltd

domingo, 27 de agosto de 2017

Simpleza


video


Poesia e Voz: Alberto Cifu Ranieri

"Vai cachorro na estrada,
Acompanha a cerca sem parada,
Vai longe donde as vista já fic'atrapaiada,
Do distino ninguém sabe nada,
Mais o que mais me agrada,É a simpleza desta mirada".

quinta-feira, 24 de agosto de 2017

Náufrado na vida


Estava olhando esta notícia do naufrágio ali no rio Xingu,
E o povo sendo resgatado lá no Porto de Moz e Gurupá (local onde tem muita terra radioativa - essa é outra história pra outro dia).
É a segunda vez na vida que vejo estas bandas (a primeira ao vivo, fui lá em um trabalho e a segunda agora pela net),
E nas duas vezes, a morte.
Naquela região, muita venda de camarão seco e necessidade que os governos não cumprem. Pense num lugar que cheira a camarão seco de rio e falta de saneamento.
O “hotel” qual fiquei na região, era mais uma pensãozinha de boca de porto,
E este sobre um boteco com bilhar e banheiro em vala comum, e chuveiro de estrado. Os quartos cheios de merda de morcego pelas paredes e amontoado nos cantos onde os bichos se agarravam,
Um calor da puta-madre, onde desde que cheguei, pensei com meus botões: “que merda to fazendo neste buraco? A troco de uma porra de um dinheiro vou acabar morrendo aqui ou de alguma doença daqui.”
Lembro que logo depois de deixar as tralhas no quarto, fui buscar um local pra comer, eu e meu guia, chefe de uma associação de pesca regional,
Enfim achamos um “restaurante” e pedimos o que tinha pra comer,
Arroz, feijão-de-corda (que amo), um galo com molho ralo e restos de pena, ovo frito e um refri.
Não deu tempo do prato parar de balançar na minha frente quando o cara trouxe, e logo passa ao meu lado na rua, um cara morto, com a cabeça esmagada, por um galho da mata, que caiu em sua cabeça, sendo carregado por um povaréu, e mulheres aos gritos, e aquele zum zum zum, e sanguera,
E eu perdi a fome.
Segundo pensamento do dia: “vou morrer mesmo nesta merda de lugar”.
Dia seguinte tratei de levantar cedo, pois dormir não consegui pelo cheiro de bosta de morcego e eles a voar na minha cabeça. Fora o cheiro de veneno, pois vi que havia muito carapanã no quarto e pedi para passarem um veneno, assim também não corria o risco de contrair malária ou outra coisa.
Tratei de fazer meu trabalho rapidamente numa das associações de locais, e fui pro porto pegar outro barco (que quase afunda) e rumar pra outra cidade do rio Xingu (rio lindo por sinal) perto de onde pretendem fazer a barragem de Belo Monte, e ser ameaçado de morte, não preciso dizer que esta foi a 12ª e última cidade das 17, que eu tinha que visitar e fazer vistoria.





segunda-feira, 20 de março de 2017

No pé da araucária.


Bem no pé da araucária,
que plantei no colégio Colégio Agrícola de Pinhal.

Estou eu.

 (E parte do meu espírito)

Semente dada pelo meu avô Mario Formenti,
Brotada numa latinha de atum, perto do rancho da casa dele,
logo ao lado do fogão a lenha, mas ao lado de fora,
numa das prateleiras de concreto, das plantas de minha avó Palmira.

Foi um dia de viajem com a semente brotada na mochila. 
Enroladinha em tecido úmido.

Mais duas semanas dentro de um vasinho de pote de iogurte,
pendurado no beliche, por fios de barbante em algodão cru.

E depois plantada ali, com muito cuidado,
e sendo cuidada por todos,
a mando e a pedido,
mas que mando como esse não seria executado?

Quando fui-me do colégio,
deixei ao encargo do "Pai", (apelido de Sandro, outro aluno de ano posterior),

O encargo era o seguinte:

"que cada responsável que se formasse, deixa-se um outro em seu lugar,
pra sempre..."

não sei se o sempre ainda é executado...
creio que não, pois a escola ficou fechada um tempo e sem alunos, por um tanto.


Mas lá está ela,
espero que a lei e o bom senso a conserve.

Já tem 29 anos.


Quando a revi em 2015 (data da foto),
cheguei perto e conversei com ela.

Me reaproximei devagarinho,
ela nem lembrava mais de mim.

Mas logo se recordou,
não sem um pouco de prosa e olhares e tatos.

Demos um abraço,
e fiquei ali um pouco,
contando o que se passou neste intertempo.

Pra finalizar,
me despedi.

Dizendo a ela que ela provavelmente vai viver mais que eu,
e que rezo por isso.

E que eu a amo muito.
quiçá nos veremos novamente.

Tudo tem uma história.
E todos deixam sua história no mundo.
Cada qual escolhe, qual deixar.




segunda-feira, 6 de março de 2017

Dai-me novamente o canto




Há tempos que percebo,

...sinto.

Uma uma força opressora no peito,
como se algo quisesse irromper as barreiras desta veste carnal,
algo da alma.

Necessita sair,
em uma bela veste nua,
como um canto,
como um amor,
isenta de dores e dissabores.

Percebo também,
que, não quer sair por si e para si...

Necessita de outras almas,
a puxarem, com força,
que a abduzam das entranhas desta veste déspota.

Desejo de pegar um instrumento musical novamente,
e cantar, e tocar, e cantar e compor,
harpar melodias animosas.

Brincar junto com outras almas,
que saibam brincar juntas também.

Entretanto percebo,
não haver almas a visitar esta alma.

Que mesmo que urre,
não há outra alma a querer escutar,
não há outra parcela divina solitária,
que queira se unir a cantar.

É como se as almas desta idade, estivessem caladas,
sem querências, sem vontades.

Ah, doce Deus,
que me eleva de tantas formas,
ajudai este ente que clama,
por outras almas a recrear.

Vivo num mundo só,
ou só num mundo,
onde as almas não volitam a visitar umas as outras,
estão cansadas ou com outras importâncias.

Rogo-te Dê-me almas novas,
repletas de ganas de querências,
de iniciativas de cantilenas,
pois havemos de compor lindas melodias,
e em calores de fogueiras,
iremos chorar juntas,
cantar juntas,
amar juntas agraciando a vida.

Será que neste mundo, nesta idade,
o que sobra são apenas prosas monetárias e o desassossego da tristeza,
o que é a tristeza senão o resultado da falta.

Ceie comigo,
farei-te um alimento,
salgado ou doce,
como queira o seu desejo.

E quiçá,
em tempo hábil,
haverá brotamentos de almas,
almas infantas,
onde os cantos chegarem,
possa eu nesta vida,
ainda ter mais motivos pra sorrir,
mais motivos pra viver.




terça-feira, 31 de janeiro de 2017

Meritocracia

Um alerta pra quem brada sobre meritocracia...
Ela só existe pra quem se mostra ou quem aparece;
pois é ferramental do mal, uma vez que os invisíveis não aparecem, portanto não existem,
e quilo que não existe e não aparece,
não tem mérito.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Murada

O que encanta e amedronta destes muros,
quais inda forte lanham,

são as sombras e sussurros,
de memórias que arrebanham.


Muradas da Cidadela de Bragança,
foto: Jorge Graça, Bragança, Portugal.
02 de janeiro de 2017.

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Partilha sem dor

Somos egoístas,
quando propositadamente,
não perguntamos as pessoas,
se querem partilhar nossas alegrias,
e propositadamente não as auxiliamos nas delas,
quando nos pedem.



domingo, 4 de dezembro de 2016

Mirante ao Mundo



Mirante ao Mundo

poesia fala de Alberto Cifu Ranieri
dezembro de 2016

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Dias comuns

Meus dias são comuns,
dias medíocres,
de horas medíocres,
que passam em anos medíocres.

Que foi de mim que nada mais resta.

Que foi de mim,
das coisas belas,
salutares,
joviais.

Vão dizer que se foram com a idade,
mas digo que não,
a idade não leva estas coisas.

Se foram junto com o abuso de minha boa educação,
ou com minha falta de amor próprio,
ou ainda com minha inabilidade de ser um pouco mais egoísta.

Fico a espera e um momento certo,
de dias repletos,
de horas graciosas,
que passam em anos felizes.

Porém estes não vem,
se vão.

Se vão em maldades recebidas,
e olhares soslaios,
em vozes na nuca,
invejas,
e energias que não se esgotam em si.

Pois tenho inabilidade de espelho,
inutilidade refletiva.

Seria uma benção ser escória,
pois nesta, pelo menos algo surge de bom.

Uma flor,
cogumelos,
capins verdejantes,
trepadeiras de vontades.

Embora toda sofreguidão de vida,
chegarei lá,
sei que o que me falta é ajuda, mais que oportunidade.

Mas todos estão perdidos e isolados em seus dias comuns.

Esta é a vida,
assim vão dizer.

Seja egoísta e terá de sobra amor.
Nem que seja, seu próprio.




domingo, 4 de setembro de 2016

Em Sebedoria...

A "experiência",
                          é a ultima que morre.


quinta-feira, 11 de agosto de 2016

Vileza Social

Não podemos ser nós mesmo, temos de ser aquilo que o outro quer que sejamos, caso contrário, estamos fadados a não estar mais juntos.
Não há a possibilidade de haver ternura e ou tolerância,
nem mesmo espaço para reflexão,
não, a desumanidade hoje não permite espaço...
...deve haver uma morte, e que seja a minha.
E se assim o for, sem problemas, pois já morri inúmeras vezes.
Mas que fique claro,
não há necessidade de paz, porque não estou em guerra,
morro tranquilo, sem mentir jamais.




domingo, 7 de agosto de 2016

Mudança...

As pessoas não sabem mais o que é silêncio de alma,
o que é paz que cura,
o que é sentir o planeta.

Quando perceberem,
a diferença de frequência da energia tranquila de uma madrugada sem pensar em amanhã,

Quando perceberem que exercem forças que obscurecem a ternura,
Quando perceberem que exigem do próximo aquilo que não querem pra si mesmas,

Aí sim, haverá uma mudança planetária significativa.


domingo, 24 de julho de 2016

Tememos o conhecido

Não tememos aquilo que desconhecemos,
tememos o conhecido.

Tememos aquilo que é conhecido em partes ou no todo,
(no todo é coisa rara).

Àquilo que nos feriu algum dia,
que nos causou alguma dor ou sofrimento,
este sim faz parte de nosso temor.

Nossa mente e alma,
temem a somatória de detalhes,
ou migalhas que nos mostram qual o caminho,
do resultado provável.

O que definitivamente não deveríamos temer,
é o provável,
aquilo que ainda não é.

Pois entre o provável e o resultado,
podem acontecer mágicas esplêndidas,
milagrosas até.

O salto quântico neste caso é a fé.






sexta-feira, 3 de junho de 2016

Vertente


A Vertente acintosa,
hoje, corre velozmente,
dada a sede de sangue e lágrimas,
baba raivosa e insana,
vomitando em escárnios,
bile tóxica, que derrete a carne da contraparte alheia,
sem dar-se conta que fere também a si.

Torrentosa e cega,
ela rola encosta abaixo,
lascando pedras, galhos e crivando seixos,
desembestada, desenfreada, amoralizada,
até chegar no coluvião.

Lá já desgastada e sem forças,
porém cheia de sujidades,
entendendo-se plena,
não será nada além de lama,
em decomposição aparente.

E nesta putrefação,
em fermentação abundante,
aquilo que tragou ferozmente,
será parte de si,
por vontade de Deus,
tanto hoje, quanto sempre.















quinta-feira, 2 de junho de 2016

Revolução Sem...

Para revolucionar, não é necessário nenhum "ista" ou "ismo",
mas a nobre arte de não permitir, não fazer e resiliência.
Revolução é não "ismo" ou "ista".
Revolução é verdade, honestidade e compaixão.






quarta-feira, 1 de junho de 2016

Manuscrita

O que se perde, ao meu sentir, na poesia dos dias de hoje,
não é a falta de amor,
pois ele foi substituído por hipocrisia,
nem a falta de moral,
pois foi substituída pelo despudor do dinheiro e poder,
o que mais me atinge e fere na poesia dos dias de hoje,
é a falta da beleza escarnecedora,
viciante e desavergonhadamente lasciva,
e apaixonantemente puta,
da Caligrafia.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Venefício

Eu enveneno,
tu envenenas,
ele envenena,
nós envenenamos,
vós envenenais,
eles envenenam.

quinta-feira, 26 de maio de 2016

Ainda a busca

Na busca,
amigo,
o céu encontra a terra,
a chuva o horizonte,
e as estrelas o oceano.

Complexo manter-se, sem desistir vez por outra,
Complexo desistir-se vez por outra, sem manter.
 
Nos caminho do caminhante,

o passo é seu único aliado,
a alma sua única fortaleza.

 







terça-feira, 24 de maio de 2016

Sentimento Tainha


Cá estou eu, trabalhando e tentando sobreviver como muitos...
entregando serviços e coisas e sendo pago à prestação.
A imagem que se forma em minha mente,
desta crise qual passamos,
é a das tainhas se debatendo na areia da praia,
querendo sobreviver,
ainda não desisti.


segunda-feira, 23 de maio de 2016

Resolvendo na orígem.

Em minha opinião, cada ser humano, deve se responsabilizar pela merda que faz no planeta, desde o lixo que compra e acumula, até sua morte.
quanto mais o ser humano se responsabilizar, menos problemas no mundo teremos, caso contrário geramos um problema,
e etimologicamente a palavra "problema" significa "lançar/passar adiante". Ou seja, não se responsabilizar e passar pra frente a merda que fez, assim fazemos com o lixo de cada dia, botamos em um saco e cremos que depois que o lixeiro pegou e levou da frente de nossa casa, a coisa tá resolvida, pois pagamos nossos impostos. Grandes hipócritas somos.





segunda-feira, 16 de maio de 2016

À final...


No final da vida, em alguns casos, se reconhece o valor de ter vivido, noutros ...








terça-feira, 10 de maio de 2016

Só temos de reaprender: o que é fazer junto e o que é realmente auxiliar o próximo
sem demandar ao próximo, algum mérito;
mérito ele já tem por ter nascido.

segunda-feira, 9 de maio de 2016

Preço de mim

Nada se resume onde sua felicidade está,
mas quanto é o custo para estar lá.
Tristes os dias de hoje,
onde seu valor é um preço,
e nada contribui para seu sonho se realizar,
apenas seu vão esforço individual.
Todos querem que sofras para ter mérito.



domingo, 8 de maio de 2016

Paz

No mundo, não é possível ter paz;
Por que te obrigam a ter que pagar antes:
educação,
estudo,
aluguel para moradia,
saúde,
comunicação e
alimentação.
Uma alma enfim, não consegue encontrar paz desta forma neste planeta.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

O Ódio no Brasil Leandro Karnal



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sexta-feira, 25 de março de 2016

Assinatur-eza


Às vezes,
são as pétalas ao chão,
que nos conduzem às flores ao alto.




quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Religando

Devoção...
estudo, ritmo, permanência, ritmo, estudo.
Sacrifício...
devoção, obediência, resignação.

terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Amor Incondicional

Ontem, depois de anos de busca, estudos e pragmatismos, repletos de dogmas milenares e novos, em uma conversa transpessoal, escuto, que "amor incondicional" é algo que se constrói com longo tempo de uma vida relacional, (ou mais de uma vida). Tal discernimento, vem ao encontro de meus anseios mais profundos. E compreendo que é através de transmutações elementares.

domingo, 10 de janeiro de 2016

Aquiescer

Há por vezes, que se retirar do mundo,
para que as coisas
e nós mesmos,
encaixemo-nos,
nos devidos lugares.

Há de observar o comportamento das pessoas,
nesta comunidade tão pequena,
onde as verdades surgem sempre.

Nada há de idiossincrasia,
a não ser a necessidade de paz,
e aguardar,
para que as coisas se organizem per si.

Não há animosidades,
apenas uma escolha de quietude,
e recuperação energética,
para o salto.


terça-feira, 5 de janeiro de 2016

Gentileza

Gentileza é uma frequência de energia,
está no olhar, na aura, na intensão,
não num sorriso, formalidades ou pseudo amor,
Gentileza, não é carinho, presentes,
nem cafuné,
Gentileza é pura delicadeza da alma,
é amabilidade anímica,
perceptível e inocultável.
coisa que não é possível fingir, nem forjar, nem oferecer.
Gentileza, não se tem ou está,
se é.

 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Sobre sementes

Há pessoas que creem estar plantando sementes boas, já outras o estão.
entretanto tanto quanto plantar, há que se cultivar,
entretanto tanto quanto cultivar, há de colher,
entretanto tanto quanto colher, há de preparar,
entretanto tanto quanto preparar, há de escolher a semente,
entretanto tanto quanto escolher a semente,
há de plantar,

entretanto ...

sábado, 19 de dezembro de 2015

Desambiguação daquilo que é amar

Em nosso íntimo, sempre sabemos o que é verdadeiro ou não,
não adianta esconder os sentimentos,
dentro de nós, sabemos da verdade.

Depois de muito tempo,
em uma prosa informal,
com pessoa de cultura diversa,
veio-me uma verdade inesperada.

Muito me foi dito, nos anos que passaram,
que era uma pessoa que não fazia as coisas corretamente,
uma pessoa densa, amarga, triste, melancólica, etc
e em mim,
não havia o espelhamento desta densidade, deste amargor...
não sentia dentro essas coisas ruins,
muito pelo contrário.

Há em mim uma sensibilidade fantástica e muito poderosa,
mais do que as pessoas imaginam ou eu mesmo suponho.

Mas com o tempo foi surgindo algo, que se parecia com esse pesar,
pancada após pancada, bordoada após bordoada,
e...

...acabei acreditando.

Entretanto, como ia dizendo...
...conversando com esta pessoa diferente,
e também com sensibilidade semelhante,
e conhecendo outras pessoas também de sensibilidade semelhante,
cujas quais também foram classificadas como "densas",
percebi algo fantástico...

...que não somos, de modo algum,
aquilo que nos classificam,
somos seres iluminados pela percepção do outro e do mundo,
pela percepção do interior das coisas vivas e inanimadas,
enfim,
que sentimos mais compaixão que elas,
e este é nosso "mal".

Em realidade,
não nos escondemos ou ocultamos,
por trás de sorrisos e euforias desequilibradas,
tão pouco, deturpamos palavras e valores, pra encaixar nosso mísero ser,
quando sorrimos, é de verdade,
quando abraçamos, é de verdade,
quando olhamos, é de verdade,
não somos inconsequentes ou hipócritas em nossas atitudes ou pensares,
somos reais e valorosos.

Estas pessoas que nos veem diferentes e maus (pra elas),
em verdade veem o interior oculto delas mesmas projetado em nós,
e quando não mais suportam suas próprias projeções, nos matam,
como se assassina uma flor ao colhê-la e murchá-la num copo d'água.
Lentamente...
Descartando o que somos, e como somos,
e ainda nos culpam,
pisando ainda mais em nossos corações e mentes descartáveis.

Somos poesia,
somos o que falta ao mundo para ele ser bom,
somos o elã entre o céu e a terra,
somos empatia,
somos aquilo que tantos supõem ter ou acreditar sentir por vias tortas,
somos a prece que falta para suas vidas inócuas,
somos o amor incompreendido.


segunda-feira, 14 de dezembro de 2015

Em nome da rosa.

Sempre digo,
que um dia, desejo não ter mais nome,
porém desejo ser chamado apenas pela intenção,
e já será de bom tamanho.

Assim como as rosas, são distinguidas por sua beleza,
e atraídas pelo seu cheiro,
desejo que a intenção seja o elã de minha alma.

domingo, 13 de dezembro de 2015

Retidão em parábola

É no arco que se encontra a força,
e na flecha, a certeza.

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Paz quente novamente

No instante, onde as cordas se encontram,
os soslaios abdicam suas preces.
Só então há desassossegos de rinhas,
onde a paz pode ser quente novamente.

sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Samsara - outro ato.

Perdão Pai e Mãe,
desviei-me do caminho,
foi um breve lapso.
Tudo pareceu ser,
mas em verdade era Mara amigo de Buda.
Como todo inexperiente não errei por recusar o certo,
mas por desconhecê-lo.

Contudo este não foi meu caso até certo ponto.
Insisti no equívoco por amor.
Será que errar por amar é pecado?


Sinto a responsabilidade do acerto na próxima vez,

e isto pra mim já casta.

Não sei quantas jornadas ainda bastam pra meu ser cansado.
Quantas idas e vindas terei que partilhar,
mas sei que continuarei tentando,
tentando ser um ser melhor.

Nesta dor que me basta,
que suporto no silêncio interno,
na vivência quotidiana de minh'alma,
que se expressa em meu olhar,
em meu corpo,

em minha voz que teme sair,
na lágrima que não quer externar-se,
peço perdão.

Perdão, perdão, perdão,

quero com toda força mudar,
e quando me pego inadvertidamente sendo o mesmo,
é como se algo em mim rasgasse túrgido,
e um dilacerar de dentro pra fora se fizesse.

E todo mal quisesse bramir,
por dentre o bem que me resta.
Me perdoem, não sei o que faço.

sábado, 3 de outubro de 2015

Nem um, nem outro

Quando compreenderem, que nem o feminino e nem o masculino apartados salvarão o planeta, haverá então o salvamento do amor pelo amor e das almas solitárias.

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Meritocracia de um momento

Neste...
um dos limbos desta existência...
tenho consciência de que:
nunca mereci, não mereço e não merecerei...
é indevida tal abordagem para comigo, bem como bordoadas...
sou apenas um ser desacompanhado, dando de braçadas em mar de revoltosos consigo mesmos, seres que não fazem nada de suas vidas a não ser dominar outras.
Dizer que não há algo, é impreciso...
Há o esgotamento.
S'eu fosse moribundo, que também é um ser esgotado.
Estaria morto e pisoteado, para terem certeza que sou um honesto e bom morto.
Não há mais por que continuar algo que não enternece futuros.
Não há mais por que seguir com aquilo que não mereço, mereci ou merecerei.
Não me tornarei vil, pois vileza não enternece.
Porém basta daquilo que não mereço.
Basta de notícias ruins, de manipulações, de sistemas que não me representam,
de abraços ocos, de não beijos, de olhares vazios, de pérolas aos porcos, de ser sugado até a última gota de boa educação, bom senso, e benevolência.
É merecido sim além da cordialidade, uma muda de flor...
Uma moradia simples sem sangrar até a ultima gota de vida para quitá-la.
É merecido carinho e afago, mas vejo bichos recebendo mais...
Que será que fiz noutra vida ou nesta?
Não nesta, com certeza já paguei tudo que podia.
Tudo é mais prioritário, menos o que é merecido.
Nem eu dou mérito a mim...
Quer coisa mais triste que isso!
Uma coisa é certa... Basta.

segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Apego é bom

"A importância da Verdade do Sofrimento (dukkha-satya, dukkha-sacca) é a necessidade primordial de ver a realidade como é. Em termos do absoluto, o relativo é incompleto, repleto de contaminações e sofrimentos." (monja Cohen Sensei)


Neste sentido considero e burlo, dizendo que:

O apego, é a conexão para o sofrimento e o desapego a conexão para a inexistência.

Apegar-se é condição de viver,
Desapegar-se é condição de morrer.
Apegamo-nos a beleza e existência das flores, pássaros, plantas, filhos, amores, o céu azul, ao sol depois da chuva, saúde depois de uma doença, à beleza dos raios quando caem e clareiam...
enfim, apegar é viver.

Apegamos e desapegamos incontáveis vezes durante o dia, bem como durante a vida.

O apego é condição do eu,
o querer é condição do ego,
o transcender é condição do self.

sábado, 12 de setembro de 2015

Arrogância do Ego


Como pode o ego afirmar que nada é eterno, se o espírito o é, e o aprendizado que ele leva também.

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Caminhando.

Para se ter as respostas, é necessário vontade de querer trilhar as perguntas.

domingo, 6 de setembro de 2015

enfim...


A cada dia que passa, as velas apagam-se,
os almudes esvaziam-se,
as peneiras falam brisas de ocas que ficam,
o pingo da torneira emagrece e cansa de cair,
as conchas desterram-se no chão com as chuvas soslaias,
as teias não mais se regeneram por falta de fios,
as folhas com medo de cair, secam-se nos galhos e lá apodrecem vis,
os bojos ficam cadafalsos,
o sussurro se priva,
os olhares se calam de substância,
os corpos se afastam,
as mão se olham,
e o coração ...

sábado, 5 de setembro de 2015

Sou Viciado

Sou viciado.
Viciado no que fui por toda minha vida.
Viciado em pensamentos, palavras e atos.
Viciado em viciar.
Não há um só instante, que eu não abuse de meu vício de ser um ser viciável.
Por mais que tente, os "hábitos" não me abandonam,
é como um paradoxo do paradoxo...
...se tento me viciar numa coisa nova,
(palavras, gestos, pensares e pessoas)
logo vem o antigo vício e me derruba da tentativa.
Meu pior vício creio seja, depender de pessoas pra viver,
não que eu dependa delas para alguma coisa muito crucial além de viver,
mas elas me fazem viver e adoecer,
e por vezes e vezes, morrer, morrer e morrer.
e creio esta é minha pior dependência,
pois me canso de morrer tantas vezes,
de adoecer tantas luas,
preciso parar com estes vícios pois me levarão a morte certa ou pelo menos me acompanharão até o momento dela.
Adoraria mudar de vício,
mesmo...
sabe como é, não conseguir ser outra coisa além de mim mesmo e meus vícios...
cara, é uma bosta.
preciso urgentemente desparadoxar ou virar gelatina,
quiçá num dia de verão morno ou de chuva intensa eu derreto até deixar de ser.
só então creio curarei-me de mim e por conseguinte meus vícios.
quiçá, conseguirei amar outra mulher que não seja viciada também,
e assim, possamos nos viciar um no outro.
creio assim seria uma grande mudança no tal do paradoxo,
ou pelo menos abriria uma dúvida no vício,
pois quando ela mudasse alguma coisa, meu vício mudaria sem muito esforço.
e vice-versa,
mas creio que acabaria na mesma coisa...
...o vício de um viciando o vício de outro no vício que não quer mudar, mas precisa, pois caso contrário o vício acaba por matar.
é, penso e creio que mesmo após a morte a coisa continue...
caso contrário,
pra que tanta bobagem em mudar de vícios ou mesmo abandoná-los.
apenas para ser uma pessoa melhor para o mundo, as pessoas e seus vícios?!!!
sei lá...vou continuar tentando inda que morra tentando...
epa? será que este é um vício meu querendo me derrubar novamente?
acho melhor parar...
esta coisa de ficar escrevendo vicia.
embora seja pra mim um vício adorável.
"Te amo paixão",
frase linda,
um de meus vícios prediletos...
dizer sem cessar,
treinando sempre num ciclo vicioso para aperfeiçoar a frase.
estes dias tenho tentado mudar este vício,
pois parece que a frase não cabe mais,
nem no pensar, nem no agir, então...
fica oca nos falar.
mas adoro fala-la itinerantemente,
como se num passe de mágica, tudo mudasse,
e o vício voltasse, a ser viciante.
ai ai
queria tanto parar com este vício...


terça-feira, 25 de agosto de 2015

Jazigo eterno

E mais uma vez eu morro.
De dentro pra fora.
Salutar morte companheira.
Que nem na forma muda, nem a dor respeita.

terça-feira, 4 de agosto de 2015

Dualidade

Os sentimentos nos guiam para os caminhos da verdade, quais só nossas escolhas podem definir ao bem. Já a razão nos mostra a realidade.
Primo e me perco em ambos os caminhos, porém juntos podem curar.
Enquanto separados apenas justificam.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Samsara

O que é mais importante?
Satisfazer mil desejos, ou conquistar apenas um?
 
filme: Samsara.

Quotidiano

A cada abandono,
morro um pouco,
todo dia.

Talvez,
o melhor seja aprender a não morrer,
quotidianamente.

quarta-feira, 15 de julho de 2015

Amor Próprio

"Solidão não se cura com amor próprio, se cura com companhia."
EduEngler

"Quem se ama de verdade, procura possuir controle emocional, procura compreender as pessoas, estar sempre, ou a maior parte do tempo, de bem com a vida e esquecer a opinião alheia, não guarda raiva, rancor, está sempre disposto a perdoar e ter coragem, confiança e segurança para recomeçar."

http://centroespiritacasadocaminhobp.blogspot.com.br/2012/07/amor-proprio-parte-iii.html

quinta-feira, 9 de julho de 2015

Virtus

Quando em virtude,
Não há o que melhorar,
já é em si mesmo, o bem.

Não há o que temer,

Não há o que delegar,
Não há o que permitir,

Enfim, não há controle.

(
Tudo que sucede a intenção é controle. Creio)

terça-feira, 7 de julho de 2015

Sonho acordado


Quando o momento chegar,

quero poder olhar-te sem pressa,
pasmar instantes, sem fala,
observar o sorriso agigantar,
iluminando o não lugar e todos os lugares.

Quando o momento chegar,
quero abraçar-te, sem demora,
e demoradamente morrer em seus abraços,
sentir seu cheiro, que não conheço,
e gravar este perfume em meu sangue.

Quando o momento chegar,

Quero poder beijar-te,
indomável,
e misturar voluptuoso,
olhares, risos, braços, cheiros, bocas e sangues.

Quando o momento chegar,

Haverão lágrimas com certeza,
porém felizes deitarão nos colos,
e recebidas com carinho, que só, um querer bem, pode dar.

Sabido, que é curto o reencontro,

o Tempo,

Passará rápido, e não permitiremos,
encurtará horizontes, e não fitaremos,
tecerá comentários,
todavia ensurdecemos.

Pois insabidas são as horas e o dias,
cujas quais gravaremos nas peles,
os desejos e suores.

Sem alardes,
Sem melindres,
haverá o quando,
Quando o momento chegar.

domingo, 28 de junho de 2015

Tenteando o Ser

Não tenho necessidades muitas,
para falar a verdade,
pela manhã, um bom dia e um mate,
já fazem a vez.

não sou galã de novela, nem ninguém que o valha pela perfeição,
sou perdido em dissabores, como abelha tonta em doçaria.

de mim restam usuras brandas,
como fadiga precoce,
caibo mais em reflexo de lata,
e meu pensar no universo.

um dia tive algo, que me emprestou rios de charlas,
hoje nada possuo e mo sobram cismas de outrora,
porém não perdi os rios, nem a esperança.

mas tento, tento, tento,
pois tentear no sul não custa, é de graça.

sei que chegará a hora, onde o vero toma tento,
e não há como escapar,
todos passaremos pela crivo mental dos impropérios.
e nesta hora, sobraremos nós,
salivando orvalhos frescos,
donde colibris sorverão futuros.

terça-feira, 23 de junho de 2015

Amortesão

Bem, sou ridículo de amortesão de ti,
cansado da morada perversa que se logra de tesouros guardados,
temo o que nasce chão e o que sustenta sem colunas.
Não me contento com apenas um dia de afago,
se afagos existem para serem diários,
assim como os orvalhos,
seja no deserto ou no litoral.
Entretanto não devo ser leviano,
em não saber que o ano não é só verão... 
a não ser para aqueles que vivem nalgum lugar no meio do equador...
Porém, adoro invernos,
pois sempre desejo passar pelado debaixo dos cobertores, com meu amor.
e que assim seja,
nem que apenas na mente,
pra sempre.

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Corrupção do povo.

A corrupção surge, quando,
em um meio com condições e forças de mesmo nível,
surge o desrespeito, por meio de comportamento desonesto, fraudulento ou ilegal em proveito próprio, cujo qual onera e rompe o laço ético e de comum e moral deste meio.
Contudo, se tais forças e condições estiverem desniveladas propositadamente, beneficiando uma minoria corrupta, a ação de equiparação da maioria lesada, não deve ser considerada uma corrupção, mas sim um reflexo do estado de guerra ou uma desobediência civil.

segunda-feira, 15 de junho de 2015

Sobras do mundo

Um dia fui,
sem proposituras de ser,
mas querendo muito.

Restava arfado sobre um monturo de gentes.

Que fedor horrífico,
uma mescla de perfume doce férreo, com ovos denegridos de ninhos caídos.

Restava agalfinhado no monturo de nadas,
borbulhando pelos cantos das bocas,
bolhas purpúreas de morte estocada.

Restava fitado no nada,
opaca visão refletida,
de bojo de mosca pernando no globo dessecado.

Um dia fui,
com propósitos de ser,
e aqui estou,
queria menos que muitos,
por isso restei.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

Banimento

Ser banido é pior que ser preso,
é morte em vida.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Successus

Pra se dar bem, o dito humano,
monta sobre o outro, com fome da subida num muro invisível, 
porém imaginável ...
...num desespero atroz de ter e ser mais que o outro
e não o mínimo suficiente para sua brincadeira coexistente terrena ...
e quando este,
acha-se sobre os outros,
acha-se ainda com direito e dever de ajudar, a enorme pilha de corpos por sob seus pés ...
fá-lo ao seu molde, e não ao molde do outro,
e neste momento ele não mais está sobre o outro,
pois o outro não existe mais,
foi assassinado em seus sonhos e aspirações...
e por fim ...
O que há, além de monturos de desumanidades tóxicas?
Que orgulho ou dignidade podem coexistir?
Só dor,
ou nem isso.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Ainda não desaprendi

Todos foram e serão sempre muito importantes para mim....
entretanto sigo...
sigo quieto ou por vezes gritando...
sigo fazendo, sem saber se o que faço é importante ou irrelevante...
sigo cheio de dúvidas...
dúvidas que me deixam doente...
sigo amando sempre que posso...
me desculpem as almas quais rosno ou bato...
são impulsos que ainda não desaprendi.




quinta-feira, 26 de junho de 2014

Sempre digo

Sempre digo...
Será que realmente alguém me conhece...
...pois ninguém vem me visitar!
Então como pode me conhecer?
Ou achar que alguma versão de meu do passado ainda sou eu,
mas pelo contrário, apenas faz parte de mim e do que fui.