domingo, 6 de setembro de 2015

enfim...


A cada dia que passa, as velas apagam-se,
os almudes esvaziam-se,
as peneiras falam brisas de ocas que ficam,
o pingo da torneira emagrece e cansa de cair,
as conchas desterram-se no chão com as chuvas soslaias,
as teias não mais se regeneram por falta de fios,
as folhas com medo de cair, secam-se nos galhos e lá apodrecem vis,
os bojos ficam cadafalsos,
o sussurro se priva,
os olhares se calam de substância,
os corpos se afastam,
as mão se olham,
e o coração ...

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