quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Meritocracia de um momento

Neste...
um dos limbos desta existência...
tenho consciência de que:
nunca mereci, não mereço e não merecerei...
é indevida tal abordagem para comigo, bem como bordoadas...
sou apenas um ser desacompanhado, dando de braçadas em mar de revoltosos consigo mesmos, seres que não fazem nada de suas vidas a não ser dominar outras.
Dizer que não há algo, é impreciso...
Há o esgotamento.
S'eu fosse moribundo, que também é um ser esgotado.
Estaria morto e pisoteado, para terem certeza que sou um honesto e bom morto.
Não há mais por que continuar algo que não enternece futuros.
Não há mais por que seguir com aquilo que não mereço, mereci ou merecerei.
Não me tornarei vil, pois vileza não enternece.
Porém basta daquilo que não mereço.
Basta de notícias ruins, de manipulações, de sistemas que não me representam,
de abraços ocos, de não beijos, de olhares vazios, de pérolas aos porcos, de ser sugado até a última gota de boa educação, bom senso, e benevolência.
É merecido sim além da cordialidade, uma muda de flor...
Uma moradia simples sem sangrar até a ultima gota de vida para quitá-la.
É merecido carinho e afago, mas vejo bichos recebendo mais...
Que será que fiz noutra vida ou nesta?
Não nesta, com certeza já paguei tudo que podia.
Tudo é mais prioritário, menos o que é merecido.
Nem eu dou mérito a mim...
Quer coisa mais triste que isso!
Uma coisa é certa... Basta.

1 comentários:

Marli Madura disse...

Fico sempre encantada com o que você escreve. Obrigada! bjs