sexta-feira, 20 de novembro de 2015

Samsara - outro ato.

Perdão Pai e Mãe,
desviei-me do caminho,
foi um breve lapso.
Tudo pareceu ser,
mas em verdade era Mara amigo de Buda.
Como todo inexperiente não errei por recusar o certo,
mas por desconhecê-lo.

Contudo este não foi meu caso até certo ponto.
Insisti no equívoco por amor.
Será que errar por amar é pecado?


Sinto a responsabilidade do acerto na próxima vez,

e isto pra mim já casta.

Não sei quantas jornadas ainda bastam pra meu ser cansado.
Quantas idas e vindas terei que partilhar,
mas sei que continuarei tentando,
tentando ser um ser melhor.

Nesta dor que me basta,
que suporto no silêncio interno,
na vivência quotidiana de minh'alma,
que se expressa em meu olhar,
em meu corpo,

em minha voz que teme sair,
na lágrima que não quer externar-se,
peço perdão.

Perdão, perdão, perdão,

quero com toda força mudar,
e quando me pego inadvertidamente sendo o mesmo,
é como se algo em mim rasgasse túrgido,
e um dilacerar de dentro pra fora se fizesse.

E todo mal quisesse bramir,
por dentre o bem que me resta.
Me perdoem, não sei o que faço.

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